No âmbito do Terceiro Aniversário da Independência da República de Anobon, o Secretário-Geral da Organização das Nações e Povos Não Representados (UNPO), Mercè Monje Cano, enviou uma mensagem emocionada aos “membros do partido Ambô Legadu, aliados, amigos e defensores da justiça”, destacando o povo de Annobón como “protagonistas de uma mudança global que o mundo precisa”.
“Nestes dias, gostaria de honrar seu legado, um legado de dignidade, resistência e esperança”, disse ele. Monge Cano, em um discurso que foi rapidamente compartilhado nas redes sociais.
Desde que ingressou na UNPO em 2024, Annobon faz parte de uma rede internacional de povos que lutam por reconhecimento, justiça e autodeterminação. Para o Secretário-Geral, este terceiro aniversário representa não apenas uma celebração, mas também um testemunho da resiliência de um povo que enfrentou "adversidade, silêncio, marginalização e repressão" com "resistência pacífica e esperança inabalável".
“A recente libertação dos prisioneiros annoboneses, injustamente presos por exigirem dignidade, água limpa e um futuro para seus filhos, é uma prova viva dessa força”, enfatizou Monje Cano. Ele acrescentou: “Nenhum ato de repressão pode silenciar um povo determinado a viver com dignidade.”
A mensagem era clara: Annobón não está sozinho. A UNPO prometeu continuar apoiando sua jornada, defendendo os direitos dos povos excluídos e promovendo uma nova ordem mundial mais justa, democrática e participativa.
“Juntos, estamos lançando as bases para uma ordem mundial mais justa e unida”, disse ele. “A UNPO está aqui não apenas para acompanhá-los, mas para caminhar com vocês.”
O discurso foi encerrado com uma citação do poeta Antonio Machado que resume o espírito da luta dos Anoboneses: “Caminhante, não há caminho, o caminho se faz caminhando.”
Com essa mensagem, o Secretário-Geral pediu ao povo annobonese que continue avançando, confiante de que seu exemplo inspira comunidades ao redor do mundo que ainda lutam para serem ouvidas.




