Os meios de comunicação de língua espanhola mais lidos publicaram um relatório detalhado sobre a atividade da República de Annobón na ONU

Nando Palas Bahê, presidente da República de Annobón, e o primeiro-ministro Orlando Cartagena Lagar na Câmara de Direitos Humanos da ONU.

Infobae, reconhecida como a mídia digital de língua espanhola mais lida, publicou um relatório exaustivo sobre as reclamações da República de Annobón perante as Nações Unidas, destacando a grave situação de direitos humanos que a ilha enfrenta. Segundo o artigo, Annobón sofreu “degradação ambiental, exclusão sistémica e repressão política” sob o regime da Guiné Equatorial.

A mídia informou que a Organização das Nações e dos Povos Não Representados (UNPO) apresentou um relatório intitulado “Annobón: O depósito de lixo tóxico esquecido” perante os Relatores Especiais da ONU. Este documento expõe como “a ilha tem sido utilizada como depósito de resíduos tóxicos e área de extração de recursos”, deixando para trás “enormes pedreiras abertas, uso indiscriminado de explosivos e danos ao ecossistema”. A Infobae destacou também que estas atividades “reduziram as terras aráveis, comprometeram o abastecimento de água potável e ameaçaram os meios de subsistência do povo anoboneso”.

O artigo aponta que a situação social na ilha piorou com “o aumento das ações repressivas por parte do governo central”, incluindo a detenção arbitrária de 42 cidadãos em 2024. A UNPO denunciou estas detenções como ilegais e exigiu a “libertação imediata dos detidos”, segundo o relatório.

A Infobae destacou também a participação da delegação Anobonesa no Fórum das Minorias da ONU, realizado em Genebra de 27 a 29 de novembro, onde presentearam Anastasia Crickley, presidente do Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial (CERD), com um livro intitulado Caminho para a independência de Annobón junto com um Kiskabelu, descrito como “um símbolo cultural de reaproximação e diálogo”.

Em seus depoimentos recolhidos pela Infobae, Orlando Cartagena, primeiro-ministro de Annobón, afirmou: “Somos uma cidade invadida que busca recuperar a soberania que nunca deveria ter sido perdida”. Por sua vez, o Presidente Nando Palas Bahê expressou: “Estamos aqui para expor as injustiças que o nosso povo enfrenta e para mostrar que Annobón é um exemplo de resistência e esperança.”

A nota conclui destacando que as denúncias apresentadas à ONU visam “abrir um caminho para a justiça, a igualdade e o respeito pelos direitos humanos” em Annobón. Como destaca a Infobae, esta visibilidade internacional é fundamental para a causa da República de Annobón na sua luta pela soberania e dignidade do seu povo.

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