No âmbito da sua visita oficial à Argentina, o Primeiro-Ministro da República de Annobón, Lagar Orlando Cartagena, e o Ministro das Relações Exteriores, Reginaldo Piño Huesca, foram convidados a participar da Assembleia de História da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires (UBA). O evento, organizado pelos jovens Alain Gabriel Barquett, foi realizada na sede do Puan 480 e reuniu estudantes interessados em conhecer de perto a realidade enfrentada pelo povo annobonese sob a ditadura de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.
Um diálogo direto com os alunos
Durante o encontro, representantes de Annobón apresentaram a história e a luta de seu povo, denunciando os crimes contra a humanidade cometidos pelo regime da Guiné Equatorial. Os tópicos discutidos incluíram a repressão sistemática, a militarização da ilha, a censura imposta pelo ditador e a falta de acesso a direitos básicos como saúde, educação e comunicação. Eles também salientaram a importância de a comunidade internacional reconhecer a soberania de Annobon e condenar as violações dos direitos humanos perpetradas pelo governo de Obiang, o mais longevo do mundo.
O encontro promoveu uma troca enriquecedora entre autoridades de Annobon e estudantes de história, que levantaram questões e refletiram sobre a situação política, social e cultural de Annobon. Cartagena Lagar e Piño Huesca enfatizaram a necessidade de engajamento ativo da comunidade acadêmica para disseminar a difícil realidade do povo anobonês e somar vozes à luta pelo reconhecimento internacional.

Annobón continua a ganhar apoio
A participação na Assembleia de História da UBA se soma a uma série de atividades que a delegação annobonesa realizou na Argentina, incluindo reuniões com líderes políticos, entrevistas com a mídia e reuniões com organizações sociais. A presença em espaços acadêmicos reafirma o compromisso de Annobón com a luta pela verdade, justiça e autodeterminação de seu povo.
A voz de Annobón ressoa fortemente na Argentina, e o apoio de estudantes, professores e setores políticos e sociais é fundamental para tornar sua luta visível e pressionar a comunidade internacional a agir contra a ditadura de Obiang e reconhecer a soberania anobonesa.




